quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

2011 Pleno de sucessos e estreias!


Desejamos a todos os nossos amigos e colaboradores um 2011 pleno de sucessos. Nós por cá prometemos a estreia de 2 novos espectáculos, com muitas marionetas de fios.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

'Os Fantoches' de Rogério Araújo


Mais um belo achado, com o título 'Os Fantoches'.

Uma obra encantadora entre a República e o Teatro Tradicional Dom Roberto.De 2010, da autoria de Rogério Araújo.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Boas Festas

Rui Sousa & 'A Olhar Pr'o Boneco'desejam a todos os seus amigos e colaboradores um bom Natal e um próspero novo ano de 2011.
No ano de 2010, Rui Sousa, realizou mais de 90 espectáculos.
61 Desses espectáculos foram da sua companhia, que se apresentou por dezenas de localidades continentais e insulares, com os espectáculos 'Puppetologia', 'De Se Tirar O Chapéu', 'O Barbeiro' e 'A Tourada'.
As restantes 33 fuções, foi como membro dos S.A.Marionetas, nas suas apresentações dos espectáculos 'Génesis' e 'As Aventuras do Menino de Madeira'.
Além da co-produção d'As Aventuras Do Menino De Madeira', Rui Sousa também co-produziu a MIMA, Mostra Internacinal de Marionetas do Atlântico, realizada este ano na Ribeira Grande - Açores.
Estreou 2 espectáculos - 'O Barbeiro' e 'A Tourada' - peças do teatro tradicional de Dom Roberto, sob a mestria e ensinamentos de José Gil, dos S.A.Marionetas.
Rui Sousa realizou além das co-produções e das suas apresentações, quase 2 dezenas de workshops de contrução de marionetas.
Para 2011, estimam-se 2 novas estreias no início do ano, várias co-produções, a 2.ª edição da MIMA, e que a vontade do público e a sua sede de marionetas, nos faça levar até este mais umas quantas dezenas de apresentações e workshops.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Armando Ferraz, o pai dos 'Carolinos'?

Este é um momento de reflexão, cálculo e/ou imaginação.
Na passada postagem de Novembro (http://aolharproboneco.blogspot.com/2010/11/testemunhos-de-um-bonecreiro.html) citei um dos episódios mais ricos da minha carreira de bonecreiro.
Relatei um episódio em Ílhavo, que pelo que posso calcular terá a haver com a carreira de Armando Ferraz.
Da Gafanha da Nazaré a Ílhavo é um instante. Da Gafanha era Armando ferraz, o fantocheiro e bonecreiro falecido em 1997. E em Ílhavo estive eu há dias a apresentar 'O Barbeiro' do Teatro Tradicional D.Roberto. Em Ílhavo ouvi histórias, lenga-lengas e relatos de um bonecreiro que lá parava frente ao antigo-mercado, actual Centro Cultural de Ílhavo, onde me apresentei no seu exterior.
Chamavam aos meus Robertos, Carolinos, que um dia em S.M. da Feira também chamaram de Artur ao nosso herói popular.

Fica aqui a pergunta no ar:
Seria o mestre Armando Ferraz o homem que os batizou de Carolinos?
Aqui deixo a questão no ar, para que alguém que tenha vivido alguma experiência de perto com o bonecreiro Armando Ferraz, ou que tenha ouvido de boca-em-boca algum relato, que me possa sacear esta curiosidade.

Armando Ferraz - 1924-1997

Teatro dos Fantoches no Parque Mayer, em 1929


No dia 16 de Setembro de 2010, encontrei uma bela imagem de um antigo teatro de fantoches, onde o povo se deliciava com esta arte popular no Parque Mayer, em 1929.Não existe qualquer menção à companhia possuidora da estrtura cénica que podemos ver na imagem, com o nome 'Teatro dos Fantoches'.Apenas é referida a localização e o ano, Parque Mayer, 1929.É de louvar esta tradição recordada nos fascículos desta nova coleção do JN, intitulada 'As Estórias Nunca Contadas Pela História - 100 Anos da República', grátis neste jornal diário.A foto em anexo foi publicada hoje, dia 15 de Setembro de 2010, com a legenda 'Espectadores do Teatro dos Fantoches, no Parque Mayer, Lisboa. 1929.'.Os fascículos desta coleção estão recheados além das belas imagens, de notícias públicadas nas décadas relatadas, no DN e no JN, o que nos leva a pensar que as fotos devem constar dos mesmos arquivos de imprensa.A coleção já vai no 8.º número e desconheço se já terão sido publicadas outras imagens do género.


Pela tradição e pela alegria do povo,
Rui Sousa.

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Nota: Acerca do Parque Mayer e das suas atraçõesin http://www.jf-sjose.pt/
Parque Mayer: história dos 80 anos da Broadway portuguesa"Criado no início dos «loucos anos 20» com a ambição de ser um pólo teatral, o Parque Mayer impôs-se como centro do teatro de revista e feira popular moderna, sobreviveu à censura de Salazar e Caetano, à rádio e ao cinema, ao futebol, à partidarite da revolução, à televisão e às telenovelas. ...""...Entre as diversões que passaram no Parque Mayer destacam-se as «barracas de tiros», os bailes (de fim-de-semana, ou do Carnaval), os circos Royal, El Dorado e Luftman, as «barracas» do «Pôrto em Lisboa» (miniatura animada da Ribeira) ou de «fenómenos» como a «mulher transparente» e a «mulher-sereia» e as pulgas amestradas, o labirinto e a roleta diabólica, a laranjinha, as «variedades», o jogo do quino, o jogo clandestino (para os mais aventureiros), os carrosséis e os fantoches, o Pavilhão Infantil, os «carrinhos de choque», a patinagem, os combates de boxe, a luta greco-romana e a luta livre."

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Testemunhos de um Bonecreiro II


Esta tarde, deste dia de 13 de Dezembro de 2010, foi mais uma tarde de cruzamento de informações e nostalgia.
Deparei-me com uma plateia de média de idades de 60 anos, o que prometia ser uma das plateias mais exigentes neste tipo de espectáculos de D.Roberto.
A velha juventude que assistia ao Barbeiro foi de uma alegria e entusiasmo brutal, reagindo mais e melhor do que algumas crianças muito activas. O D.Roberto ouviu desde conselhos a gargalhadas, tudo isto rodeado pelo belo cenário da Cadeia da Relação e dos Clérigos.
Chegado o final do espectáculo, um senhor veio até mim dando-me os parabéns pela preservação da tradição e pela alegria que lhe proporcionei com o espectáculo.
Quando eu lhe dizia que seria provável alguém ter feito espectáculo naquele mesmo perímetro disse-me que sim, e com a certeza de aos 15 anos ter visto vários espectáculos do outro lado da rua, mesmo no largo da cadeia, onde viu inumeras vezes antigos bonecreiros virados para as grades da fachada da Cadeia da Relação, representando algumas histórias de Robertos.
'Os presos com as mãos de fora das grades batiam palmas...' contou-me com alegria e de olhos molhados, demonstrando a alegria de relembrar esses tempos, e a alegria que os reclusos sentiam nessas horas.
Durante essas crónicas, esse senhor troteava sons, como: 'Truuu, truuu!' e dizia-me era assim mesmo que eles faziam (rindo), ao que se aproxima uma jovem senhora de 80 anos que diz para mim: 'Raio de casamento!', presumindo eu que fosse parte de alguma das histórias que tivesse ouvido outrora numa outra juventude.
Vim de coração cheio, pois fiz um espectáculo de benificiência para a CAIS no âmbito da iniciativa 'Pão Por Todos Para Todos' e juntamente com os mais carenciados estavam estas jóias ou poços de lembranças que nada mais são que compêndios de outros tempos.


Flauta e Tamboril

Esta manhã pus mãos e pulmões à obra e decidi praticar um pouco de tocador tradicional. Por incrível que pareça, tocar caixa e pífaro ao mesmo tempo não é assim tão complicado.
O mais engraçado foi, depois de ter estado a ensaiar, ter posto o meu pai e o meu tio no meio da rua à procura do funileiro.
Disse-me o meu pai depois de ter percebido que era eu, que era mesmo o toque do funileiro.Senti-me de missão cumprida e de alma muito cheia, por ter lembrado a uns costumes e a outros que é possível prevalecer a tradição.
Prometo que tocarei sempre estas modas, antes dos meus espectáculos de Robertos, e sempre que possa para que a tradição não morra nem seja esquecida.
Viva o Portugal Português!


Foto: O Tamborileiro Virgílio Augusto Cristal a tocar na Eira para um grupo de bailadores.